quarta-feira, 12 de maio de 2010


Minha mãe chama-me , grita o meu nome , abstraida continuo a lambuzar-me com a fatia de melancia , escorrendo pelos meus braços , manchando de vermelho o meu vestido branco , autrora alvo , como a minha pele ...
Observo o mar , sorrio , passo com as mãos pela face e afasto o cabelo , que emoldura o meu rosto e cobre completamente as minhas costas até poisar no chão de lajes pretas , formando um tapete que a vida deixaria que fosse completamente pisado !
Levanto-me , a gula selvagem está saciada ...
Os penedos e rochas esperam-me , as ondas , as conchas os búzios e as lapas são os amiguinhos que me aguardam , todos os dias , fiéis e presentes!
Tal como eles sou selvagem , pertenço á natureza !
Corro , ruidosamente grito , sinto-me feliz ... tão imensamente feliz , que nem o bater do mar nas rochas me desilude , me amedrontam , excita-me saber que me esperam que irão brincar comigo , de´pés descalços , com o cabelo solto e a alma livre !
São os meus amigos !

3 comentários:

Anónimo disse...

estou a adorar a forma como descreve a sua vida , lamentando o que lhe sucedeu
obrigado pela escrita simples , continuarei .....lendo !

Anónimo disse...

porque parou MIDJEL ?
A CORAGEM FALTOU OU O SOFRIMENTO AINDA MARCA ?

Anónimo disse...

ESTOU A SEGUIR , TH PASSADO ,PAROU A ESCRITA , GOSTARIA DE LHE PEDIR QUE NÃO DESISTA !
UM ADMIRADOR !